sábado, 31 de dezembro de 2011

I Encontro Nacional de Epidemiologia Veterinária - 2012

Olá pessoal! Publicada hoje também em Micro&Epi:

Boa notícia: em 2012 acontecerá o primeiro Encontro Nacional de Epidemiologia Veterinária, de 10 a 13 de julho, na FMVZ - USP (SP). O evento, organizado pelos professores Luis Gustavo Corbellini (UFRGS), José Soares Ferreira Neto (USP) e Vítor Salvador Picão Gonçalves (UnB), pretende reunir formuladores de políticas sanitárias, pesquisadores, estudantes, técnicos dos serviços veterinários oficiais, integrantes das cadeias produtivas de animais e interessados em aspectos populacionais dos animais silvestres e de companhia. Fiquei relamente muito feliz com a notícia! Já era tempo de reunir os vet-epidemiologistas desse Brasil!!!

Participem!!!!

Maiores informações: http://vps.fmvz.usp.br/eventos


de 16 de janeiro a 16 de março de 2012

Tópicos para submissão de trabalhos:
1. Estudos epidemiológicos descritivos ou analíticos;
2. Sistemas de vigilância em saúde animal e programas sanitários;
3. Economia em saúde animal;
4. Validação de testes de diagnóstico;
5. Ferramentas e métodos em epidemiologia e modelagem de doenças;
6. Aspectos populacionais de animais silvestres e de companhia;
7. Análise de risco em saúde animal e segurança de alimentos;
8. Doenças emergentes e zoonoses.


Depois dessa, só nos resta concretizar o Feliz 2012!!!!!

sábado, 29 de outubro de 2011

Nova Política Nacional de Atenção Básica inclui Médico Veterinário no NASF


PORTARIA Nº 2.488, DE 21 DE OUTUBRO DE 2011
Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS).
Trecho da portaria:
O NASF 1 deverá ter uma equipe formada por uma composição de profissionais de nível superior escolhidos dentre as ocupações listadas abaixo que reúnam as seguintes condições:
I - a soma das cargas horárias semanais dos membros da equipe deve acumular no mínimo 200 horas semanais;
II - nenhum profissional poderá ter carga horária semanal menor que 20 horas; e
III - cada ocupação, considerada isoladamente, deve ter no mínimo 20 horas e no máximo 80 horas de carga horária semanal. O NASF 2 deverá ter uma equipe formada por uma composição de profissionais de nível superior escolhidos dentre as ocupações listadas abaixo que reúnam as seguintes condições:
I - a soma das cargas horárias semanais dos membros da equipe deve acumular no mínimo 120 horas semanais;
II - nenhum profissional poderá ter carga horária semanal menor que 20 horas; e III - cada ocupação, considerada isoladamente, deve ter no mínimo 20 horas e no máximo 40 horas de carga horária semanal. Poderão compor os NASF 1 e 2 as  seguintes ocupações do Código Brasileiro de Ocupações - CBO: Médico Acupunturista; Assistente Social; Profissional/Professor de Educação Física; Farmacêutico; Fisioterapeuta; Fonoaudiólogo; Médico Ginecologista/Obstetra; Médico Homeopata; Nutricionista; Médico Pediatra; Psicólogo; Médico Psiquiatra; Terapeuta Ocupacional; Médico Geriatra; Médico Internista (clinica médica), Médico do Trabalho, Médico Veterinário, profissional com formação em arte e educação (arte educador) e profissional de saúde sanitarista, ou seja, profissional graduado na área de saúde com pós-graduação em saúde pública ou coletiva ou graduado diretamente em uma dessas áreas.
A composição de cada um dos NASF será definida pelos gestores municipais, seguindo os critérios de prioridade identificados a partir dos dados epidemiológicos e das necessidades locais e das equipes de saúde que serão apoiadas.


CONFIRMADO: MÉDICO VETERINÁRIO ESTÁ INSERIDO NO NASF

Vitória da classe após empenho do CFMV em ações junto ao Governo Federal

A partir de agora, qualquer município brasileiro poderá contar com o Médico Veterinário entre os profissionais que formam os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasfs). A portaria que autoriza a inclusão do Médico Veterinário no Nasf foi publicada nesta segunda-feira, dia 24 de outubro, no Diário Oficial da União pelo Ministério da Saúde. 

Essa é uma vitória da classe Médico-Veterinária capitaneada incansavelmente pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) junto ao Governo Federal em diversas esferas. “Com essa nova determinação qualquer Secretário de Saúde municipal poderá incluir o Médico Veterinário em seus quadros de atuação para a saúde da família”, comemora o Presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda. Dentre as atribuições, Arruda lembra que o Médico Veterinário tem profundo conhecimento sobre as doenças transmitidas e veiculadas por animais, as chamadas zoonoses. Sendo assim é um profissional imprescindível para regiões endêmicas atingidas por males como a leishmaniose, a leptospirose, a dengue entre outras.

O profissional também contribuirá com o Nasf em ações preventivas de benefício à saúde da população e na atenção em relação aos produtos de origem animal, principalmente para garantir a sanidade. Para a classe de Médicos Veterinários abre-se um novo campo de atuação, já que o Brasil conta com mais de 5.000 municípios.

O CFMV lembra que a inclusão do Médico Veterinário no Nasf também contou com apoio da então Senadora Gleise Hoffmann, que agora ocupa o cargo de Chefe da Casa Civil, dentre outros parlamentares e organizações. O CFMV também agradece ao Ministro da Saúde Alexandre Rocha Santos Padilha que, no primeiro semestre, recebeu este Conselho para tratar sobre o tema.

Fonte: Informe CFMV

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Participação do CFMV na 6a reunião do Sapuvetnet III

Acesse o site do Sapuvetnet III: http://www.sapuvetnet.org/PT_frameset.html

Íntegra da noticia do site do CFMV em 13/10/2011 - Assessoria de Comunicação CFMV

CONTRIBUIÇÃO DO CFMV À SAÚDE PÚBLICA VETERINÁRIA INTERNACIONAL É ELOGIADA POR VÁRIOS PAÍSES

CFMV participa da sexta reunião do SAPUVETNET III

SAPUVETNET é um projeto composto por instituições internacionais com o objetivo de trabalhar, em conjunto, para a melhoria da Saúde Pública Veterinária.  A sexta reunião do projeto foi realizada na sede da  Food and Agriculture Organization (FAO), em Roma, Itália, de 12 a 16 de setembro de 2011. Estiveram presentes todos os parceiros do SAPUVETNET e representantes de instituições colaboradoras, como o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), que foi representado pelo presidente da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária do CFMV (CNSPV) Paulo César Augusto de Souza.


O objetivo do evento foi a contribuição para o desenvolvimento do ensino superior no campo da Saúde Pública Veterinária (SPV), por meio da cooperação entre a União Européia (UE) e a América Latina (LA), na formação de profissionais preparados para avaliar situações e encontrar soluções adequadas para a Saúde Pública sob conceito de "One World, One Health".


De acordo com Paulo César de Souza, a sexta reunião cumpriu toda programação planejada, com destaque para as discussões do manual de Saúde Pública Veterinária, que após um intenso debate e ajustes, segue para finalização pela relatoria. “Outra questão em fase de finalização é a proposta conjunta de um curriculum na área de SPV para as escolas de Medicina Veterinária da União Europeia e da América Latina”, relata o presidente da Comissão [isso muito nos interessa!!!!]

Paulo de Souza apresentou, em nome do presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda, dados com todas as conquistas e avanços da Medicina Veterinária brasileira na área de SPV realizadas pelo CFMV, desde o reconhecimento como profissão da área da saúde, até a inserção da Medicina Veterinária na atenção básica no sistema único de saúde (SUS) do Brasil. “Houve a manifestação de todos presentes. Eles relataram que o Brasil, dentre os países ali presentes, foi a nação que mais avançou na área de SPV em seus sistemas de saúde” celebra Souza.
Participaram da reunião representantes de Portugal, Brasil, Espanha, Itália, Holanda ,Inglaterra, Cuba, México, Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia, Costa Rica, México e Peru.

˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜

Sobre o Sapuvetnet: Já em sua terceira edição, o projeto visa "contribuir para o desenvolvimento da educação superior no âmbito da Saúde Pública Veterinária através da cooperação entre a Europa e a América Latina, de modo a formar profissionais capazes de avaliar e solucionar problemas de Saúde Pública dentro do conceito de Saúde Global. Para que tal seja exequível há necessidade de tornar comparáveis as normas de creditação em Saúde pública entre a América Latina e a União Europeia.
Com este objetivo em mente o Projeto SAPUVETNET deu início ao desenvolvimento da interface animal-homem-meio ambiente, de modo a promover e desenvolver o conceito de Saúde como um bem dependente, a nível global, de diferentes variáveis e portanto com diferentes responsáveis (Um Mundo, Uma Saúde)."

[Tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas do Sapuvetnet III, durante o Congresso de SPV em Bonito-MS. Espero um dia poder contribuir diretamente nesse projeto, tanto como professora como veterinária! Mais sobre o SAPUVETNET em Micro&Epi, de 16/06/09]

 

sábado, 17 de setembro de 2011

IV Congresso Nacional de Saúde Pública Veterinária será somente em 2012

Atenção
Caros leitores,


Recebi recentemente um email do presidente da ABSPV, Nélio Morais, comunicando o seguinte:

Em abril deste ano no Congresso de Higienistas, foi realizado um acordo formal, passando o Congresso Nacional de Saúde Pública Veterinária para os anos pares e será feita uma parceria com outros congressos na área, além disso o Ministério da saúde estava com muitas dificuldades em conseguir o apoio para  2011 devido aos cortes de orçamento. 



Desta forma, o Congresso será em Curitiba com data a ser definida, agora entre os meses de junho ou julho de 2012.


Abraços
David Soeiro

domingo, 21 de agosto de 2011

COMISSÃO NACIONAL DE SAÚDE AMBIENTAL DO CFMV TRAÇA ESTRATÉGIAS PARA OS PRÓXIMOS ANOS

De 15 a 17 de agosto, a Comissão Nacional de Saúde Ambiental (CNSA) do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) esteve reunida em Brasília, DF, na sede do CFMV. A Comissão analisou as ações realizadas em 2010 e 2011 e desenvolveu o planejamento estratégico de 2012 a 2015.


O primeiro assunto abordado foi “Resultados do Ciclo de Palestras 2010/2011”. De acordo com os membros da CNSA, o saldo foi bastante positivo, tanto que foram desenvolvidos , nesses três (3) dias, seis (6) programas de ação para os próximos anos; deles derivam vários projetos. Foram também abordadas questões relacionadas à inserção da atuação do Médico Veterinário na Saúde Ambiental (Lei N° 5.517/68). “Queremos propor a modernização da legislação e dar respaldo legal aos profissionais no futuro”, relatam os membros da Comissão.

Outras questões discutidas foram: a organização e a programação do I Fórum Nacional de Saúde Ambiental do Sistema CFMV/CRMVs, marcado para 07 de novembro de 2011. Segundo os componentes da CNSA, decisões foram tomadas para a realização de outros fóruns regionais em cinco (5) regiões do Brasil. O Objetivo do trabalho é continuar sensibilizando os Médicos Veterinários para importância da Saúde Ambiental.

Para informações sobre o I Fórum Nacional de Saúde Ambiental do Sistema CFMV/CRMVs, acompanhe o site do Conselho ou os informativos.

COMISSÃO NACIONAL DE SAÚDE AMBIENTAL - CNSA

Membros

Claudia Scholten 
Maria Izabel Merino de Medeiros 
Luciano Menezes Ferreira 
Maria do Rosário Lira Castro 
Maria Auxiliadora Gorga Luna 

Fonte: Assessoria de Comunicação CFMV


Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) fica para 2012



O Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), lançado em 2006, só deve sair do papel no ano que vem. O programa só chegou a quatro Estados até hoje - Minas Gerais, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul -, com quatro municípios e 23 agroindústrias cadastradas. O Ministério da Agricultura pretende atingir 1.100 municípios até 2015. Atualmente, vários Estados já tem um programa de vistoria, mas que não é integrado nacionalmente. Isso faz com que a agricultura familiar tenha dificuldades para vender sua produção fora do seu território.

A adesão dos produtores ou cooperativas ao Suasa, que deve ser feita por convênios dos Estados e municípios junto ao governo federal, ainda patina. Ela é voluntária e o governo pretende incentivá-la com recursos orçamentários. O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, disse ontem, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, que o ministério solicitou cerca de R$ 250 milhões no Orçamento da União de 2012 para levar o processo adiante. 

Do total, cerca de R$ 120 milhões seriam repassados aos Estados para aumentar a inclusão das agroindústrias. "Toda a propriedade do Brasil vai estar na plataforma e terá sua base de dados com todas as informações incluídas no sistema", disse Jardim. O novo plano plurianual do Ministério da Agricultura, segundo ele, inclui quatro novas ações dirigidas para o funcionamento do Suasa. 

Uma delas é a reestruturação das ações do programa, consolidando a legislação a ser usada. Atualmente, existem 5.352 instruções normativas. O governo pretende, também, coordenar e auditar o Sistema Único, avaliando as ações e fazendo melhorias no projeto. Há, ainda, o combater a clandestinidade dos produtores e, por último, a criação de um centro de inteligência, para prever com antecedência as necessidades do setor. "Não podemos andar a reboque. Precisamos nos antecipar aos fatos", afirmou Jardim.

O diretor de geração de renda e agregação de valor da Secretaria de Agricultura Familiar, Arnoldo Campos, acredita que as vantagens para os produtores serão enormes. "A agricultura familiar gera renda, dá empregos e tem cerca de 12 milhões de trabalhadores efetivos. Mas é preciso dar condições para que produtos circulem dentro do território nacional, agregando valor e remunerando melhor o produtor", disse. 

Mesmo com as promessas do governo, entidades veem as medidas anunciadas como "tardias". O secretário de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Antoninho Rovaris, comentou que espera a evolução do Suasa há 5 anos e não entende a "falta de vontade" para implementar o programa.

O início "real" do Suasa, segundo Rovaris, vai tirar da clandestinidade milhões de agricultores familiares no Brasil. "O Sistema vai ajudar muito, mas por enquanto é embrionário. Eu fico pasmo diante de uma situação que somente 23 municípios dos mais de 5 mil do país estão inscritos. Isso dá algo como zero vírgula zero", falou Rovaris.

O coordenador-executivo da Comissão de Sanidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Décio Coutinho, disse que o problema precisa ser realmente desenvolvido no país. Para ele, o fato de um produtor não poder vender sua produção em outro Estado penaliza o trabalhador. "Tem que ter coragem para fazer o programa sair do papel", afirmou Coutinho. No fim das discussões vários deputados disseram que era momento de parar de discutir e realizar. As falhas, segundo eles, já são conhecidas e o momento é de trabalhar para resolvê-las.



Fonte: Canal Rural via CFMV

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

SAIU EDITAL DE SELEÇÃO EPISUS - TURMA 2012/2014









Informo a todos que foi publicado na DOU de hoje 17/08/2010 o EDITAL – Nº 14, DE 16 DE AGOSTO DE 2011 - SELEÇÃO DE CANDIDATOS AO PROGRAMA DE TREINAMENTO EM EPIDEMIOLOGIA APLICADA  AOS SERVIÇOS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (EPISUS) - TURMA 2012/2014.

Para quem não conhece o EPISUS, segue o link sobre o programa http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/visualizar_texto.cfm?idtxt=29835

Breve históricoO Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EPISUS) foi criado pelo Ministério da Saúde (MS) e teve início no ano 2000. Este programa de treinamento é desenvolvido no âmbito da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS)/MS, em Brasília/DF, com colaboração dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Atlanta, GA, Estados Unidos. O EPISUS é amplamente reconhecido no Brasil e no mundo. No contexto internacional, os programas de epidemiologia de campo denominados Field Epidemiology Training Programs (FETP) estão implantados em cerca de 40 países de várias regiões do mundo e formam a rede internacional (TEPHINET- www.tephinet.org). O EPISUS representa o Brasil na rede internacional dos FETP. Desta forma, os bolsistas do EPISUS - o FETP do Brasil -, interagem com colegas do mundo inteiro, por exemplo, durante as conferências científicas regionais e internacionais realizadas anualmente.
Missão
• Treinar profissionais altamente especializados em bioestatística e epidemiologia aplicada no campo e nos serviços de saúde;
• Formar epidemiologistas com capacidade científica e altos padrões profissionais para colaborar na resolução de problemas de saúde pública;
• Contribuir para o conhecimento científico através da divulgação de investigações e estudos aplicados;
• Fortalecer a capacidade científica e epidemiológica do país por meio da atualização contínua dos graduados;
• Ampliar a capacidade em epidemiologia de campo no país por meio da formação da rede de graduados para multiplicar o treinamento conforme padrões estabelecidos pelo EPISUS;
• Servir como referência nacional em treinamento de excelência em epidemiologia de campo e, representar o Brasil na TEPHINET);
• Colaborar no desenvolvimento de capacidade técnica para resolução de problemas de saúde publica de outros países, em especial os países vizinhos, os de língua portuguesa e outros quando solicitado.
Lema 
O lema do EPISUS é aprender fazendo, ou seja, a aprendizagem é construída por meio da aplicação dos conceitos da epidemiologia, bioestatística e métodos científicos na prática dos serviços, em particular, durante o trabalho de campo, freqüentemente em condições adversas. O profissional que ingressa no programa deve ter caráter íntegro, desenvolver suas atividades com responsabilidade, empenho, profissionalismo e ética, zelando pela alta qualidade e oportunidade das respostas em saúde pública, e respeitando os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).
Características e foco do Programa
O treinamento tem uma duração de dois anos, com carga horária aproximada de 3.600 horas, e é realizado na Secretaria de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, em Brasília/DF. Cerca de 20% da carga horária é destinada a cursos teóricos. O treinamento começa com um curso introdutório de uma semana, ainda durante o processo seletivo. Os candidatos aprovados na fase final da seleção iniciam as atividades realizando um curso intensivo de quatro semanas de duração, focado em conteúdos de bioestatística, epidemiologia e vigilância em saúde, incluindo um estudo de campo. Após o curso intensivo, os treinandos são alocados em áreas técnicas da SVS/MS, como por exemplo, vigilância de hantavírus, febre amarela, influenza, leptospirose, raiva, doenças exantemáticas febris, meningites, tuberculose, malária, dengue, vigilância de doenças e agravos não transmissíveis (ex. câncer, violência urbana), entre outras. Durante este período desenvolvem atividades do serviço, quais sejam:  
• Análise de dados de vigilância 
• Condução de investigação de surtos e outras emergências epidemiológicas, com base no método científico
• Provimento de informações para apoiar a tomada de decisão com base em evidências
• Avaliação de sistemas de vigilância de saúde pública
• Apresentações dos resultados dos trabalhos realizados (análise de dados, avaliações de sistemas, investigações) em Seminários Científicos Semanais do EPISUS
• Apresentações dos resultados dos trabalhos realizados em congressos científicos nacionais e internacionais
• Delineamento e desenvolvimento de pesquisa aplicada aos serviços
• Comunicação escrita dos resultados dos trabalhos (relatórios de investigação de surtos, Boletim Eletrônico Epidemiológico online da SVS, artigos científicos, comunicação breve e outros)
Atividades científicas sistemáticas
• Seminários científicos semanais – aproximadamente 6 horas semanais
• Aulas e cursos sobre epidemiologia, bioestatística, métodos epidemiológicos, avaliação de sistemas de vigilância, vigilância em saúde, técnicas e metodologias de testes laboratoriais, biossegurança no campo, análise de dados de vigilância, comunicação científica (escrita científica e oral), entre outros de interesse para o treinamento.
• Estudos dirigidos – estudos de caso, discussão de estudos epidemiológicos
• Clube da Revista - leitura e análise crítica de artigos científicos
• Ciclo de Estudos da Secretaria de Vigilância em Saúde – temas de interesse em vigilância em saúde
• Cursos de atualização oferecidos pela SVS ou outras instituições
• Participação em congressos científicos nacionais e internacionais
• Outras atividades científicas de interesse para o Programa
• Encontro Científico do EPISUS

O Encontro Científico do EPISUS é realizado anualmente pela SVS/MS. Neste evento, os graduandos no treinamento apresentam os resultados dos seus projetos de longo prazo (projetos de pesquisa aplicada), compartilhando as informações com egressos do EPISUS, técnicos de Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, técnicos da Secretaria de Vigilância em Saúde, professores de renomadas instituições de ensino e de outras instituições. Além disto, os treinandos do EPISUS e de outras modalidades de treinamento estaduais, têm a oportunidade de compartilhar os resultados de seus trabalhos. Este evento científico representa o nível de consolidação e progresso do programa brasileiro. 

Todas as atividades acima listadas propiciam oportunidades de: 
• Atualizar seus conhecimentos em relação a temas de saúde pública 
• Revisar métodos epidemiológicos
• Conhecer e familiarizar com novos métodos de estudos sobre a saúde da população
• Aprofundar os conhecimentos em metodologias de pesquisa aplicada em saúde
• Aprofundar os conhecimentos em temas sobre respostas rápidas a problemas de saúde pública
• Conhecer os egressos do EPISUS, criando possíveis colaborações e desenvolvimento de atividades em saúde pública
SupervisãoOs treinandos recebem supervisão contínua dos supervisores da coordenação do EPISUS e dos monitores das áreas técnicas, para o desenvolvimento de suas atividades. Durante as investigações de campo, os treinandos recebem suporte técnico presencial e à distância.
Suporte financeiro e logístico aos treinandos do EPISUS
Os treinandos recebem um auxílio financeiro mensal (bolsa) diferenciado; passagens, diárias e equipamentos para as atividades de campo; material didático; equipamentos de informática, de comunicação e outros insumos necessários para desenvolvimento de suas atividades. 

Coordenação do Programa
O EPISUS é coordenado por um corpo técnico especializado, todos graduados no Programa, com regime de carga horária integral. Além disto, o Programa recebe suporte técnico de um consultor do CDC que reside no Brasil. 
O programa passa por avaliações externas a cada três anos, com a finalidade de garantir sua qualidade. 
Processo seletivo
O processo seletivo do EPISUS é realizado anualmente, em geral no segundo semestre. O público alvo é composto por profissionais de saúde, com nível superior completo nas áreas de:
• Biologia
• Biomedicina
• Enfermagem
• Farmácia
• Medicina 
• Medicina Veterinária
• Nutrição
• Odontologia
Os seguintes pré-requisitos são requeridos
• Médicos – mínimo de um ano de experiência prática de trabalho, após a conclusão do curso de graduação ou mínimo de um ano de residência ou outro curso concluído de pós-graduação:   mestrado ou doutorado, especialmente nas seguintes áreas: infectologia, medicina social/comunitária ou equivalente, medicina tropical, clínica médica, medicina do trabalho, pediatria, geriatria, epidemiologia, saúde coletiva e outras áreas afins. 
• Biólogos, biomédicos, enfermeiros, farmacêuticos, médicos veterinários, nutricionistas e odontólogos – mínimo de dois anos de experiência prática de trabalho, após a conclusão do curso de graduação e pelo menos um curso concluído de pós-graduação: especialização ou mestrado ou doutorado na área de vigilância em saúde, saúde pública, epidemiologia ou outros cursos voltados para a saúde coletiva de seres humanos.

A divulgação das inscrições para o processo seletivo é feita pelos seguintes meios:
• Página da SVS: http://www.saude.gov.br/svs
• Publicação do edital em jornais de grande circulação de todas as regiões do país
• Publicação do edital no Diário Oficial da União (DOU)
• Envio de comunicados para as Secretarias Estaduais de Saúde, Universidades e Conselhos Regionais das categorias profissionais alvos para o treinamento.

FIQUE DE OLHO!!!
Enviado por Jonas Brant

domingo, 31 de julho de 2011

Vacina (definitiva) contra gripe: os cientistas estão quase lá!

(Divulgado também em Micro&Epi)

O artigo "A Neutralizing Antibody Selected from Plasma Cells That Binds to Group 1 and Group 2 Influenza A Hemagglutinins", publicado na Science, em 28 de julho, de uma equipe de pesquisadores britânicos e suiços, traz a grande luz no fim do túnel da prevenção do vírus da gripe. Os pesquisadores isolaram o anticorpo neutralizante monoclonal - "FI6", encontrado no sangue de um paciente imune aos vírus Influenza A -  que reconhece a glicoproteína específica - hemaglutinina, HA -  que aparece em todos os 16 subtipos virais do Influenza A; o anticorpo foi capaz de neutralizar os Influenza A dos grupos 1 e 2. Os testes in vivo, através de imunização passiva, foram conduzidos em camundongos e ferrets, que apresentaram excelente taxa de proteção. Agora só falta desenvolver a vacina.

Consulte a equipe e o abstract no
site da Science.
Fonte da notícia (Scientists Close in on Universal Flu Shot) aqui.

Boas notícias em relação à prevenção (perene?) da gripe! Bom, por outro lado, se a gripe não for mais um problema, teremos que nos preparar para outras doenças...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Médicos Veterinários Incluídos no NASF!

Excelente notícia em prol da saúde pública e também dos veterinários!!!! 
Do site do CFMV.gov (recebido por e-mail - conteúdo abaixo) e mais no site do Ministério da Saúde.


Ministério da Saúde define inclusão do Médico Veterinário nas novas especialidades profissionais dos NASFs
      Os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs) também serão aprimorados na Nova Política Nacional de Atenção Básica. Dentre as mudanças, está definida a ampliação das especialidades profissionais que poderão passar a atuar nos NASFs. Atualmente, os Núcleos podem ser compostos – por decisão das secretarias municipais de saúde – por psicólogo, assistente social, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, profissional da educação física, nutricionista, terapeuta ocupacional, ginecologista, homeopata, acupunturista, pediatra e psiquiatra. Agora, o Ministério da Saúde ampliará este elenco de profissões, incluindo, nos NASFs, a possibilidade de os gestores locais do SUS contratarem profissionais como M&eacut e;dico Veterinário, entre outros.

      Com as mudanças, a estimativa é que a quantidade de municípios com NASFs na modalidade II – que atualmente são compostos por, no mínimo, três profissionais de nível superior, vinculado a uma quantidade mínima de três equipes de Saúde da Família – passará de 870 para 4.524. A partir da reestruturação, os Núcleos do tipo II poderão ter de três a sete equipes, independente da densidade demográfica da região.
      Os NASFs são constituídos por equipes multiprofissionais que trabalham no apoio às equipes da Estratégia Saúde da Família. Nos Núcleos, os profissionais desenvolvem atividades como consultas e diagnósticos conjuntos e ações de educação em saúde entre a população. Para a definição dos profissionais que compõem os NASFs, as secretarias municipais de saúde utilizam critérios como as especificidades e prioridades em saúde das comunidades como também a disponibilidade dos profissionais na região. “A inclusão de novas especialidades profissionais nos NASFs e outras propostas de avanços na Atenção Básica estão sendo definidas em conjunto com os Estados e Municípios”, explica o secretário d e Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães. “A inclusão dos Médicos Veterinários é uma das importantes novidades”, acrescenta.
      Para o presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Benedito Fortes de Arruda, esta é uma grande conquista do CFMV na área da saúde. “Foram anos de esforços e negociações. Agora, o profissional poderá mostrar à comunidade sua importância no bem-estar social. O Médico Veterinário contribuirá com seus conhecimentos referentes a doenças transmitidas e veiculadas por animais (zoonoses) e doenças transmitidas por alimentos de origem animal, dentre outras questões”, esclarece Arruda.

      RESTRUTURAÇÃO – Os critérios para a implementação dos NASFs, pelas secretarias municipais de saúde, também serão simplificados. Atualmente, os Núcleos são classificados nas modalidades I, II e III. O tipo I deve ser composto, por no mínimo, cinco profissionais de saúde de nível superior, vinculado a uma quantidade que vai de oito até 20 Equipes Saúde da Família. Com as mudanças em análise, o NASF I terá de cumprir apenas o critério de ter mais de sete equipes de Saúde da Família vinculadas a ele.
      O NASF II atualmente é composto por, no mínimo, três profissionais de nível superior, vinculado a uma quantidade mínima de três equipes de Saúde da Família. Com a reestruturação, o NASF II poderá ter de três a sete equipes, independente da densidade demográfica da região. Com isso, a estimativa do Ministério da Saúde é que o número de municípios que poderão ter esse tipo de Núcleo ampliará de 870 para 4.524. Já a modalidade III, que foi instituída no final do ano passado, será incorporada ao NASF II.
      Atualmente, o país conta com 1.371 NASFs, sendo 1.234 tipo I e 137 tipo II, presentes em 998 cidades. Os municípios que contam com o NASF I recebem, do Ministério da Saúde, R$ 20 mil para a instalação e mais R$ 20 mil mensais para o custeio dos Núcleos. A modalidade tipo II conta com R$ 6 mil para implantação e mais R$ 6 mil mensais para custeio. Os recursos são repassados do Fundo Nacional de Saúde para os fundos municipais de saúde.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

SUCESSO DA ÚLTIMA EDIÇÃO DE 2011 DO SEMINÁRIO DE SAÚDE PÚBLICA VETERINÁRIA. CONFIRA.

Dias 16 e 17 de junho, aconteceu no Auditório Praia de Santa Mônica do SESC, em Guarapari, ES, a última edição de 2011 do Seminário de Saúde Pública Veterinária, sob o eixo temático “O Médico Veterinário na Construção da Saúde Pública”. O evento, acreditado pelo VET 2011 ( clique aqui e saiba mais sobre VET 2011 ) foi organizado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária por meio de sua Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária (CNSPV).

Foram dois dias de palestras, discussões e trabalhos em grupo. O evento foi assistido, ao vivo, por internautas em todo País, que enviaram perguntas, respondidas, instantaneamente, pelos palestrantes.

Os principais temas abordados foram: Medicina Veterinária na Vigilância Sanitária, Vigilância Ambiental no SUS, Diagnóstico Avançado de Zoonoses, Tuberculose, Emergência em Zoonoses, Achatina Fulica, Inspeção Industrial Sanitária de POA, Leishmaniose Visceral e Controle de População Animal em Área Urbana.

De acordo com o presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda, o sucesso do evento se deve ao grande interesse de todos no assunto. “Vamos continuar divulgando a importante contribuição do Médico Veterinário à saúde”, afirma Arruda.

PRIMEIRO DIA

O primeiro dia de evento foi inaugurado com apresentações e debates. Logo depois, foram apresentadas por Daniel Campos, representante do Centro de Controle de Zoonoses de Mogi das Cruzes, SP, as diferentes formas de participação do Médico Veterinário na saúde publica e na execução ou formulação de políticas públicas.
Para Campos (foto), normalmente o profissional se envolve profundamente com os trabalhos técnicos e deixa de lado atividades relacionadas à participação política em conselhos de saúde e outros colegiados, bem como na possível gestão de serviços públicos de saúde.

Uma das palestras que mais chamou a atenção do público nesse primeiro dia foi “Diagnósticos Avançado de Zoonoses”. Segundo publicações recentes (apresentadas no seminário), das 1.500 doenças infecciosas atualmente reconhecidas em seres humanos, aproximadamente 60% delas são causadas por patógenos de múltiplos hospedeiros caracterizados por seu movimento através do limite de espécies. E, nas últimas três décadas, aproximadamente 75% das novas doenças infecciosas humanas emergentes foram Zoonoses.

Para o palestrante do tema Alexandre Welker Biondo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Brasil a situação é ainda mais crítica, pois as condições de clima tropical associado ao baixo saneamento básico são mais favoráveis aos vetores transmissores e à longevidade dos agentes infecciosos no meio ambiente. “Testes rápidos, em tempo real, podem detectar quantitativamente patógenos em animais post-mortem, em produtos de origem animal, em hospedeiros invertebrados e inclusive na água e no meio ambiente”, opina Biondo.

O dia se encerrou com as palavras de Bárbara Medeiros Rosa, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Ela discorreu sobre a relação entre a Tuberculose humana e animal; sinais clínicos, formas de transmissão entre os animais e entre animais e humanos, diagnóstico; situação da Tuberculose no Brasil e Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal.
De acordo com Bárbara, os dados de exames de Tuberculose realizados nas universidades federais do País indicam prevalências de 0,35% de animais positivos na região norte; 0,28% na região nordeste; 0,31% na região sudeste; 0,5% na região sul e 0,34% na região Centro-Oeste. “Até hoje não há estudo epidemiológico padronizado no Brasil. Recentemente, o Mapa, junto com instituições colaboradoras, desenvolveu os moldes para serem seguidos em estudo epidemiológico de Tuberculose” esclarece Bárbara.
SEGUNDO DIA
O segundo dia do evento foi aberto com o assunto “Emergência em Zoonoses”. Gilton Luiz Almada (foto) do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) do Espírito Santo, abordou o conceito de doença emergente de acordo com novo Regulamento Sanitário Internacional (RSI 2005) aprovado pela Assembléia Mundial da Saúde, em 2005. “A rede CIEVS, presente em todas as Secretarias de Saúde dos estados e capitais, é uma ferramenta fundamental para o enfrentamento de pandemias. O Médico Veterinário deve estar preparado para identificar emergência em saúde pública, notificar e responder em tempo hábil, evitando ou minimizando a disseminação dessas emergências”, alerta Gilton Amada.

Como esperado, o assunto “Controle de População Animal em Área Urbana” foi um dos mais polêmicos desse dia.  Para Adriana Maria Lopes Vieira, especialista do Cesp, SP, e palestrante do evento, o controle de populações de cães e gatos não se restringe apenas ao controle reprodutivo por meio de esterilização cirúrgica (castração) ou às ações isoladas de recolhimento e eliminação. “Para que o programa de controle de populações seja efetivo há que serem considerados vários pilares: dimensionamento das populações de cães e gatos, por meio de censo ou estimativas; ações educativas para a construção da cultura de propriedade, posse ou guarda responsável dos animais; garantia da participação da comunidade no programa desde sua elaboração; manejo ambiental (controle de resíduos e do habitat); controle de comércio de cães e gatos; registro e identificação desses animais; estímulo à aquisição responsável de animais; controle da reprodução; recolhimento seletivo e destinação adequada dos animais (eutanásia ou adoção); legislação e políticas públicas; entre outros”, relata Adriana.
De acordo com a apresentação de Adriana, não há, até o momento, um programa nacional de controle de populações de cães e gatos no País. Apenas o estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, apresenta um programa, elaborado em 2006, revisado em 2009 (clique aqui e acesse o programa ). “A falta de controle das populações de cães e gatos oferece riscos à saúde, à segurança pública, à saúde animal e ao meio ambiente” comenta a especialista.

Maria de Loudes Reichmann ,do Instituto Pasteur de São Paulo, também discorreu sobre o assunto “Controle de População Animal em Área Urbana”. Segundo Maria, para se alcançar os objetivos de uma convivência saudável com cães e gatos, deve-se desenvolver programas de educação, nos quais se dê ênfase a questões de cidadania, respeito à vida e a todos os seres vivos.

BALANÇO FINAL
Nas opiniões dos organizadores do seminário, o resultado foi muito satisfatório.“Houve uma intensa interatividade com o público. As principais preocupações levantadas foram sobre o Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA) e as relações com a inspeção de produtos de origem animal e a atuação do Médico Veterinário na questão”, afirma Paulo César Augusto de Souza, presidente da CNSPV do CFMV.

Fonte: Site do CFMV/Assessoria de Comunicação


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Médicos veterinários poderão compor os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF's)



Em email divulgado recentemente pelo presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Benedito Fortes Arruda, o mesmo nos deixa a excelente notícia de que os Médicos Veterinários em breve poderão compor os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF's). Parabéns médicos veterinários pelo justo reconhecimento.


Deixo as palavras do presidente abaixo:


Após longos anos de lutas o Conselho Federal de Medicina Veterinária – CFMV conseguiu com que o Ministério da Saúde incluísse o Médico Veterinário no Núcleo de Apoio à Saúde da Família - NASF.
Dentro de 30 dias o Senhor Ministro da Saúde editará Portaria criando mais 4 (quatro) mil novos postos do NASF 2, já com a inclusão nas equipes, do Medico Veterinário.
Nas palavras do Secretário de Assistência à Saúde, do Ministério da Saúde, Dr. Helvécio Miranda, a inserção do Médico Veterinário representa mais de que o reconhecimento da necessidade, mas também o valor deste profissional na Saúde Publica.
Fruto de um trabalho incansável da direção do CFMV e da sua Comissão Nacional de Saúde Publica a inclusão do Medico Veterinário se constitui em uma grande vitória, que merece comemoração. Vamos continuar trabalhando.
A vitória é conseqüência natural daqueles que trabalham.
Um grande abraço.


Méd.Vet. Benedito Fortes de Arruda.


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sobrevivente ao vírus da Raiva - California - EUA

Precious Reynolds, uma garota de 8 anos da cidade de Willow Creek - CA - EUA, foi tratada para para o vírus da raiva sem a utilização do protocolo vacinal. A menina contraiu a doença em abril - de um gato - e em maio, após a avó da garota ter suspeitado de sintomas de gripeo, diagnóstico surpreendente de raiva foi confirmado. 
O tratamento foi realizado na Universidade da Califórinia e, como o tratamento vacinal já seria tardio, não foi realizado. O protocolo adotado foi o coma induzido por medicamentos e antivirais. Permaneceu por duas semanas no setor de terapia intensiva e, após, seguiu para o setor de pediatria do hospital onde permaneceu até domingo. De acordo com os médicos, o sucesso da terapia baseou-se na excelente resposta imune da paciente. Precious é a terceira pessoa a sobreviver ao vírus da raiva - sem tratamento vacinal - nos Estados Unidos.


Fonte: CBSNEWS.COM Rabies miracle? California girl survives dread disease without vaccine
Raiva / rabies no CDC: more on rabies.
 
Apesar de não "acreditar" em tratamento para raiva, acredito muito na resposta imune individual e na vigilância bem feita e aplicada. Boas notícias, em tratamento atirrábico, não são comuns e vale divulgar. Como a paciente não apresentava sinais nervosos, acredito não haver maiores sequelas do tratamento.

domingo, 5 de junho de 2011

MEIO AMBIENTE APROVA FUNDO PARA CONTROLE DE ZOONOSES



A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou, nesta quarta-feira (1), o Projeto de Lei 422/11, do deputado Lincoln Portela (PR-MG), que cria o Fundo Federal de Proteção Animal, destinado a centros municipais de controle de zoonoses, centros de triagens e organismos de proteção e de combate ao tráfico de animais.

Segundo o relator na comissão, deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), a proposta protege o bem-estar dos animais e soluciona o problema do crescimento da população de cães e gatos de rua.

Tripoli afirma que a medida é bem aceita pelas entidades protetoras dos animais, pois evita o sacrifício de cães, gatos e cavalos. “Deve-se atuar na causa do problema: a procriação animal sem controle e a falta de responsabilidade do ser humano quanto à sua posse, propriedade ou guarda.”, afirmou Tripoli.

O projeto obriga toda pessoa física ou jurídica que usa imagem de animal em publicidade comercial a contribuir para o fundo com o valor equivalente a 1% do valor da campanha. O Tesouro Nacional fica incumbido de recolher a contribuição e repassá-la ao fundo até o dia 30 de cada mês.

O fundo também poderá receber recursos das seguintes fontes:
- Orçamento da União;
- acordos, ajustes, contratos e convênios celebrados com órgãos e entidades da administração pública federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal;
- doações de pessoas físicas ou entidades nacionais e internacionais, públicas ou privadas; e
- empréstimos de instituições financeiras nacionais ou internacionais.

Finalidades
Pelo texto, os objetivos do fundo serão: financiar o recolhimento, tratamento e esterilização de animais de rua por centros ou unidades municipais de controle de zoonoses, assegurada a utilização, no caso da esterilização, de técnica que inflija o menor sofrimento possível ao animal; e financiar os centros de triagem e os organismos de combate ao tráfico e de proteção aos animais.
Metade dos recursos deverá ser destinada aos centros de controle de zoonoses, e a outra metade para os centros de triagem e organismos de proteção e de combate ao tráfico de animais.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado ainda pelas comissões de Finanças e  
Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
PL-422/2011

Fonte: Agência Câmara
Edição: Assessoria de Comunicação CFMV (Site)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Novo Relatório da OMS sobre a Leishmaniose

Olá colegas,

Foi lançado recentemente um documento da Organização Mundial de Saúde sobre as leishmanioses “Control of the leishmaniasis: report of a meeting of the WHO Expert Committee on the Control of Leishmaniasis, Geneva. 2010”. O relatório foi elaborado pelo grupo do comitê de especialistas em leishmanioses e se baseou em evidências científicas disponíveis na literatura internacional, destacamos dentre outros trechos a não recomendação do uso de medicamentos de uso humano em cães. Fonte de informação importante para alimentar o polêmico debate sobre o tema.

O documento pode ser acessado pelo link: http://whqlibdoc.who.int/trs/WHO_TRS_949_eng.pdf

Abraços Cordiais,
Luiza Lawinsky

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Edição especial da revista "The Lancet" sobre a saúde no Brasil



A renomada revista "The Lancet" lançou recentemente uma coletânea de artigos com grandes pesquisadores na área da saúde do Brasil. 


Vale muito a pena conferir. Abaixo a chamada da revista em inglês, porém os artigos encontram-se em português para leitura, por tempo determinado. 


Aproveitem! 


Abraços



Health in Brazil

Launched in Brasília May 9, 2011


Brazil has made significant improvements in maternal and child health, emergency care, and in reducing the burden of infectious diseases. But the news is not all good. The country continues to have a burden of injury mortality that is different from other countries due to the large number of murders, especially using firearms. Obesity levels are increasing and caesarean section rates are the highest in the world. 

Brazil now has the opportunity to move closer towards its ultimate goal of universal, equitable, and sustainable health care as enshrined in the 1988 Constitution. To highlight this opportunity, The Lancet is publishing a Series of six papers that critically examine what the country’s policies have achieved and where future challenges lie. As Cesar Victora and colleagues conclude in the final paper of the Series: "the challenge is ultimately political, requiring continuous engagement by Brazilian society as a whole to secure the right to health for all Brazilian people." 


Series Comments
Brazil: towards sustainability and equity in health
Full Text | PDF (English) | PDF (Portugese)
Brazil: structuring cooperation for health
Full Text | PDF (English) | PDF (Portugese)
Brazil’s health-care reform: social movements and civil society
Full Text | PDF (English) | PDF (Portugese)
Higher education and health care in Brazil
Full Text | PDF (English) | PDF (Portugese)
The impact of the Brazil experience in Latin America
Full Text | PDF (English) | PDF (Portugese)
Series Papers
The Brazilian health system: history, advances, and challenges
Summary | Full Text | PDF (English) | PDF (Portugese)
Maternal and child health in Brazil: progress and challenges
Summary | Full Text | PDF (English) | PDF (Portugese)
Successes and failures in the control of infectious diseases in Brazil: social and environmental context, policies, interventions, and research needs
Summary | Full Text | PDF (English) | PDF (Portugese)
Chronic non-communicable diseases in Brazil: burden and current challenges
Summary | Full Text | PDF (English) | PDF (Portugese)
Violence and injuries in Brazil: the effect, progress made, and challenges ahead
Summary | Full Text | PDF (English) | PDF (Portugese)
Health conditions and health-policy innovations in Brazil: the way forward
Summary | Full Text | PDF (English) | PDF (Portugese)