segunda-feira, 31 de maio de 2010

Participação do Sistema CFMV/CRMVs em congresso supera objetivos iniciais / Secretários Municipais de Saúde se interessam por atividades da Medicina Veterinária

    
A participação do Sistema CFMV/CRMVs no XXVI Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, encerrado nesta sexta-feira (28), em Gramado, superou as expectativas iniciais dos organizadores. Nos quatro dias do evento, representantes das comissões de saúde pública do CFMV, do CRMV-RS, do CRMV-SP e CRMV-RJ tiveram a oportunidade de realizar um trabalho de esclarecimento junto aos gestores públicos de saúde sobre a importância de incluir a Medicina Veterinária no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf). “A receptividade dos secretários municipais e dos conselheiros foi excelente. Avalio que tenha sido um dos melhores eventos para a Medicina Veterinária”, comemora o presidente da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária do CFMV, Paulo César Augusto de Souza. Um folder foi especialmente produzido para o congresso e auxiliou na mobilização. Além da presença do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante quase todo o evento, os pré-candidatos à presidência da República Dilma Rousseff, Marina Silva e José Serra também estiveram em Gramado. Fonte: INFORME CRMV/RS (http://www.crmvrs.gov.br/info403.html#SAUDE_PUBLICA)



Saiu também na página do CFMV:


Esclarecer o papel do Médico Veterinário em benefício da saúde da população e enfatizar a importância da participação deste profissional nos Núcleos de Apoio a Saúde da Família (NASF) foram os principais temas defendidos pelos membros da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária (CNSPV), do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), durante o XXVI Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). O evento foi realizado em Gramado, RS, de 25 a 28 de maio.



O CFMV esteve presente com um estande instuticional que recebeu, entre outras autoridades, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão e sua comitiva (foto). No total, o evento reuniu cerca de 2.800 participantes entre secretários municipais de saúde, gestores de saúde e demais interessados nas políticas de saúde dos municípios.





“Pudemos apresentar diretamente aos gestores dos municípios as ações que são desenvolvidas sob a responsabilidade de um Médico Veterinário. Como fruto, muitos que não tem um profissional como este em sua equipe de trabalho se interessaram por iniciar uma contratação”, comentou o Presidente da CNSPV, Paulo César Augusto de Souza sobre as atividades de conscientização. Como apoio, a Comissão preparou um folder especial sobre saúde pública veterinária como também distribuiu as revistas do CFMV, edição número 48, a qual trouxe uma material especial sobre o Nasf.

Além da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária, Souza ressalta o apoio e a participação das Comissões de Saúde Pública dos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária. A Comissão Nacional de Residência em Medicina Veterinária, do CFMV, também esteve presente no evento para discutir a Residência multiprofissional na área da saúde.

Fonte: Site do CFMV

Uma ótima notícia, apesar de acreditar que perdemos outros eventos de importância nacional na divulgação da importância do Médico Veterinário no SUS, particularmente nos NASF's, o Abrascão (IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva) em Recife-PE, foi um deles. No congresso do CONASEMS no ano passado, em Brasília, nada foi preparado e acredito que as discussões no último Congresso Nacional de Saúde Pública Veterinária (Bonito/MS), reafirmaram a necessidade desta participação em eventos mais amplos e estratégicos. Estávamos discutindo nossa importância dentro da nossa classe e/ou em espaços de pouca visibilidade por outros profissionais de saúde e gestores. Ao mesmo tempo, não podemos deixar de reconhecer o trabalho que a Associação de Saúde Pública Veterinária - ABSPV e a Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária - CNSPV/CFMV têm feito, mas o foco precisava ser ampliado e podemos perceber que isso agora está sendo priorizado.





sexta-feira, 21 de maio de 2010

Papel do Médico Veterinário na vigilância e controle de zoonoses passa despercebido em documento sobre interfaces da Atenção Básica com as Zoonoses.


Mais uma vez o Médico Veterinário não tem seu papel valorizado como deveria no que diz respeito às zoonoses, basta ler o Caderno de Atenção Básica, especial Zoonoses, para perceber o descompromisso da edição em demonstrar a amplitude de atuação deste profissional neste tema, deixando de lado sua imprescindível colaboração nas ações de vigilância e controle de zoonoses.
Porém o Caderno só reforça o quanto é necessária a participação do profissional nos Núcleos de Apoio da Saúde da Família, o que ainda não se concretizou, apesar de toda a sensibilização na gestão federal da atenção básica. O documento explicita ações que são tradicionalmente exercidas por médicos veterinários, porém até o momento, de forma desarticulada com a atenção básica. E a integração das vigilâncias em saúde traz essa necessidade de inclusão do profissional nesse contexto de forma mais direta, discutindo coletivamente com os outros profissionais as doenças e agravos que afetam os animais e o homem, com suas interfaces.

O documento pode ser acssado no link: http://portal2.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/abcad22.pdf
Abraços
David Soeiro

terça-feira, 13 de abril de 2010

COMISSÃO DE SAÚDE PÚBLICA SE REÚNE COM SECRETÁRIO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

A Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária (CNSPV), do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) foi recebida, no último dia 24 de março, pelo Secretário Nacional de Atenção a Saúde, Alberto Beltrame, do Ministério da Saúde.

Na reunião, os representantes da Comissão explicaram diretamente ao Secretário a importância de que o médico veterinário participe das discussões sobre as políticas relacionadas à saúde da família, especificamente o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf). Os integrantes aproveitaram para reencaminhar documentos já enviados sobre o tema.

De acordo com o coordenador da CNSPV, Paulo César Augusto de Souza (foto), a reunião permitiu abrir espaço para que o tema volte a ser discutido dentro do Ministério da Saúde. Por sua vez, o Secretário explicou as dificuldades internas e as demandas que tem de muitas outras profissões também interessadas em participar do programa.

Integrante da Comissão do CFMV, Celso dos Anjos enfatiza que, inicialmente, não há interesse de pleitear que o médico veterinário integre a equipe mínima de atendimento, mas que a categoria possa ser contemplada no grupo que assessora os responsáveis pelo Nasf. Sua justificativa é embasada no fato de que cerca de 70% das doenças do mundo são transmitidas por animais.

Reunião – A Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária (CNSPV) se reuniu nos dias 22 a 24 de março, na sede do CFMV, em Brasília, DF. Dentre as discussões administrativas, foi definida a realização do Seminário de Saúde Pública do Piauí. O evento está programado para a segunda quinzena de setembro, e tem como tema “Dá para imaginar a Saúde Pública sem o Médico Veterinário?”. Em cada ano, a Comissão organiza o seminário em diferentes Estados da Federação. Os últimos a receberem o evento foram Mato Grosso, São Paulo e Maranhão.

Os integrantes da Comissão também definiram ações para que, em conjunto com os Conselhos Regionais, sensibilizem os formadores de opinião sobre a importância da participação do Médico Veterinário no Nasf. Também foram avaliados os resultados preliminares do Censo de Ensino da Saúde Pública. Das 149 universidades registradas no Ministério da Educação na época do início da pesquisa, 95 responderam aos questionamentos, sendo a maioria da região sudeste e de universidades particulares.

Além do Presidente da CNSPV, Paulo César Augusto de Souza, todos os membros estiveram presentes: Celso Bittencourt dos Anjos, Lúcia Regina Montebello Pereira, Aurélio Belém de Figueiredo Neto, Marcelo Jostemeier Vallandro, Sthenia dos Santos Alvano Amora e Roberto Francisco Lucena.

Fonte:CFMV 29/03/2010

OFICINA DE SAÚDE PÚBLICA APRESENTA PROPOSTAS AO SISTEMA CFMV/CRMV


Com a representação de quinze Conselhos Regionais de Medicina Veterinária da Federação, a II Oficina de Trabalho “Integrando as Comissões de Saúde Pública do Sistema CFMV/CRMV” elaborou uma proposta para ações unificadas de Saúde Pública Veterinária dentro do Sistema CFMV/CRMV. O evento foi realizado nos dias 25 e 26 de março, na sede do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) em Brasília, DF.

Na abertura, em sua mensagem, o Presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda, salientou a importância de se discutir e esclarecer a participação dos Médicos Veterinários para as atividades relacionadas à Saúde Pública. “É importante que o público em geral entenda o papel que o Médico Veterinário desempenha na Saúde Pública, pois em suas atuações ele também preserva a saúde do homem”, comentou.

O Presidente da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária (CNSPV) do Conselho Federal, Paulo César Augusto de Souza, avalia que, a partir da primeira Oficina realizada em 2008, é notável a evolução das discussões sobre o tema nos Conselhos Regionais. Exemplo foram as Comissões criadas a partir daquele evento e que trouxeram suas experiências de atuação para este ano. “Porém, precisamos que as Comissões de Saúde Pública existam em todos os Estados, sem exceção”, enfatiza, explicando que o principal objetivo das Comissões é assessorar o Presidente dos Conselhos Regionais para os temas relacionados à Saúde Pública.

Ações - A Oficina definiu três eixos importantes de atuação. Primeiramente, os participantes apoiaram a sugestão da CNSPV para criação de uma resolução que institua uma Comissão Permanente de Saúde Pública Veterinária nos Conselhos Regionais. Na percepção dos participantes da Oficina, é interessante que os membros que formarão esses grupos tenham conhecimento e experiência nas áreas diretamente relacionadas à Saúde Pública.

O segundo eixo de trabalho sugeriu ações para incentivar a formação acadêmica dos alunos de Medicina Veterinária na área de Saúde Pública. Uma das propostas é a criação de uma semana de ação integrada do Sistema CFMV/CRMV para sensibilização das faculdades e da própria sociedade sobre o tema. “Esperamos implementar uma cultura de Saúde Pública nas faculdades para que o profissional entenda todo o campo de atividades em que pode atuar”, comenta Paulo Souza, Presidente da CNSPV.

Por fim, os participantes da II Oficina entenderam que devem ser incentivadas ações estratégicas dos Conselhos Regionais junto aos gestores públicos para inserção do Médico Veterinário em cargos relacionados à Saúde Pública. Como sugestão, é esperado o estímulo para que os profissionais participem de Conselhos Municipais, Estaduais e Conferências de Saúde para que possam atuar e esclarecer o papel do Médico Veterinário na Saúde Pública. A proposta também enfatiza a importância de se trabalhar em nível municipal e estadual para motivar a participação da classe no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF).

Participaram das discussões 31 Médicos Veterinários. Entre eles estavam representantes dos Estados do Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Também estiveram presentes os membros da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária do CFMV.

Apresentações incentivam a troca de experiências

Além das definições descritas no relatório final, o evento motivou a troca de experiências entre coordenadores e integrantes das Comissões regionais de Saúde Pública já existentes nos Estados.

Entre os temas mais abordados, estiveram as ações junto aos Centros de Controle de Zoonoses locais. Também, de diferentes formatos, os representantes apresentaram ações para esclarecimentos de gestores públicos sobre as atividades da Saúde Pública e como o Médico Veterinário pode estar inserido.

As Comissões Regionais também trabalham para defender a abertura de vagas para Médicos Veterinários em concursos públicos que contemplam atividades que podem ser exercidas por esses profissionais. Os participantes também apresentaram a preocupação com as ações de inspeção sanitária e o combate ao abate clandestino.

De modo geral, os presentes concordaram que há uma falta de entendimento dos próprios colegas, principalmente os recém-graduados, sobre as atividades que podem ser exercidas pelo Médico Veterinário na Saúde Pública. Também foi constatado que nos Estados, nos quais já existem as Comissões de Saúde Pública, não há uma uniformidade já que elas são integradas por número diferentes de membros e representantes.

Assessoria de Comunicação CFMV

domingo, 21 de março de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Medicina Veterinária e Saúde Pública na RADIS


Neste mês (fev/2010) a revista Radis (Reunião, Análise e Difusão de Informações em Saúde) da ENSP/FIOCRUZ, melhor revista de saúde pública do país, veio com matéria de capa sobre a participação da Medicina Veterinária na Saúde Pública, a partir das discussões ocorridas no III Congresso Nacional de Saúde Pública Veterinária em Bonito/MS. A reportagem é do Adriano DeLavor e a matéria foi sugerida por mim e pelo Robson Bruniera que fomos conversar com os editores o ano passado.

Entrevista - Nélio Batista de Moraes

“O SUS deve ser trabalhado a partir das universidades”

Nélio Batista de Moraes, presidente da Associação Brasileira de Saúde Pública Veterinária (ABSPV), defende a inclusão do médico veterinário nas equipes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Para ele, esse profissional tem papel relevante, já que atua na interação entre vigilância e atenção básica, com competência para inspecionar, identificar e diagnosticar alimentos, bem como monitorar zoonoses e ameaças ao meio ambiente. Em entrevista à Radis, Nélio falou sobre a atuação do veterinário e sobre educação permanente, anunciando para 2010 a criação da primeira pós-graduação lato sensu em Saúde Pública Veterinária.
 
Qual a importância do veterinário nas discussões de saúde pública?

As ações de promoção e prevenção propostas pelo SUS também envolvem o médico veterinário. Já na década de 40, a OPAS implantou um setor de saúde pública veterinária. A área é relevante, já que tem papel estratégico na inspeção e na fiscalização dos alimentos, através da vigilância sanitária. Grande parte dos patógenos que causam processos infecciosos na população chega através da ingestão de leite, carnes, ovos, mel, pescados e seus derivados. O veterinário tem competência para inspecionar, identificar e diagnosticar produtos que não têm condição de ser comercializados, de ir à mesa do cidadão.

E em relação às zoonoses?

OPAS e OMS apontam que dois terços das doenças emergentes no planeta são zoonoses, enfermidades que apresentam animais em seus ciclos de transmissão, como hospedeiro, como reservatório ou como vetor. Temos que ter um sistema de vigilância para seu monitoramento. É aí que entra o médico veterinário, na identificação de problemas relacionados ao meio ambiente e que possam gerar danos à população animal. O desequilíbrio ambiental é um dos fatores que hoje contribuem de forma significativa para o surgimento de patógenos desconhecidos e de enfermidades em áreas que anteriormente não eram identificadas. Há também as doenças reemergentes, que causaram danos à população há muitos anos e que hoje retornam.

Quais seriam elas?

Temos a leishmaniose tegumentar e a leishmaniose visceral, em grande processo de expansão em áreas territoriais e que levam à morte 5% das pessoas acometidas, sobretudo as crianças. A dengue também tem um quadro gravíssimo, pelo número de casos, pelo avanço das formas graves e aumento de ocorrências entre crianças. O combate ao vetor e o controle ambiental poderão ser decisivos, se unirem a atuação do veterinário e a participação popular.

Há uma invisibilidade do médico veterinário nas políticas de saúde pública?

Eu não diria invisibilidade. Há participação efetiva do veterinário dentro do próprio Ministério da Saúde. O coordenador nacional do programa da dengue é o médico veterinário; o coordenador nacional do programa de raiva também. A saúde no Brasil, antes do SUS, se baseava na medicina curativa, hospitalocêntrica e sem resolutividade, que somente via o paciente individual e seu tratamento no hospital. Os problemas que ocasionavam a morte não eram trabalhados; com o SUS, isso mudou. Grande parte dos municípios brasileiros tem médicos veterinários em seus quadros. Apesar disso, ainda não há grande visibilidade.

Como o senhor avalia a inserção do médico veterinário nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família?

Não é possível constituir uma equipe mínima de saúde hoje sem a presença de um médico, um enfermeiro, um odontólogo, um farmacêutico-bioquímico, um nutricionista, um psicólogo e um médico veterinário, além de outros profissionais, como o assistente social e o biólogo. O NASF contribui com o trabalho dos agentes comunitários de saúde (ACS), cujos resultados já são visíveis para toda a população. Recentemente, incluíram-se na Estratégia de Saúde da Família diversos profissionais de apoio, mas o médico veterinário não participa dessa equipe. Já que buscamos uma política de integração da vigilância com a atenção básica, precisamos sensibilizar a Secretaria de Atenção à Saúde para que ela inclua este profissional fundamental.

Como a categoria tem atuado nessa sensibilização?

A Associação Brasileira de Saúde Pública Veterinária, criada em 2005, tem promovido o médico veterinário e apoiado suas ações. Em 2010, teremos cursos a distância, em parceria com a UniCEUB, em Brasília, e a primeira pós-graduação lato sensu em saúde pública veterinária, parceria com o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo. O curso terá duração de 450 horas e abrangerá temas das áreas técnica, científica e de gestão, para que o profissional também esteja qualificado para assumir postos estratégicos na área de saúde. Além disso, poderemos requerer, junto ao Conselho Federal de Veterinária, o título de especialista para profissionais que atuam na área.

Um estímulo para integração da saúde veterinária com a saúde pública...

Com toda certeza. O SUS deve ser trabalhado a partir das universidades, para que o sistema de saúde já receba profissionais com a qualificação mínima para o mercado de trabalho. O ideal é continuar a qualificação, com educação permanente. Isso traria benefícios para a população: na qualidade de diagnósticos, de atendimento e de tratamento público de alta qualidade. É isso que esperamos das universidades: um relacionamento cada vez mais estreito com os serviços (A.D.L.).

Fonte: http://www4.ensp.fiocruz.br/radis/90/capa-03.html

sábado, 28 de novembro de 2009

A IMPORTÂNCIA DO MÉDICO VETERINÁRIO NA SAÚDE PÚBLICA: PRESSUPOSTOS PARA INSERÇÃO NA ATENÇÃO BÁSICA

Autores: David Soeiro Barbosa, Robson Bruniera de Oliveira

Instituição: Escola Nacional de Saúde Pública/FIOCRUZ/RJ

Introdução

A sociedade ainda desconhece a atuação do médico veterinário na saúde pública, apesar de tal trabalho já ocorrer a bastante tempo.

O Médico Veterinário possui um campo de atuação profissional em saúde pública amplo, que abrange diversos trabalhos como:

- Pesquisa em Universidades/Instituições;

- Vigilância em Saúde;

- Tecnologia e Inspeção Higiênico Sanitária de Produtos de Origem Animal, que atualmente é de competência exclusiva da profissão;

- Controle de Zoonoses;

- Educação em Saúde;

- Defesa Sanitária Animal;

- Segurança Alimentar, entre outros.

Atualmente se discute a integração do Médico Veterinário nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), considerando seu perfil de atuação na saúde pública, onde diversas doenças e agravos de importância estão inclusas no seu escopo profissional, particularmente evidenciado, em interfaces com a saúde da família. Portanto, mais do que se ocupar da saúde das famílias, a proposição de integrar a Medicina Veterinária ao NASF, contribui para o entendimento do contexto coletivo e ambiental como gerador de doença (ABSPV, 2007).

Objetivo

Discutir a importância da participação do Médico Veterinário dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família.

Metodologia

Como se trata de um trabalho de discussão da importância da participação do profissional Médico Veterinário em uma estratégia de saúde já implementada, analisamos os discursos atuais dentro da classe na tentativa de integrar tal contexto e os referenciais legais que regem os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Ministério da Saúde - Portaria nº 154/08) e por fim sugerimos de que forma este profissional poderia contribuir nos NASF’s.

Discussão e Conclusões

A interdisciplinaridade, no NASF, incluindo o Médico Veterinário, qualifica o tratamento dos espaços na promoção da saúde, prevenção e controle das doenças, na perspectiva da atenção básica, possibilitando, a aproximação do profissional de Medicina Veterinária das famílias, que em última análise, são os fatores identificados como sujeitos das ações sanitárias (ABSPV, 2007).

As ações a serem desenvolvidas pelo Médico Veterinário nos NASF’s poderiam estar relacionadas à prevenção e controle de doenças, como ações de promoção de práticas preventivas relacionadas aos principais agravos da comunidade, com particular atenção para as zoonoses, doenças veiculadas por alimentos e transmitidas por vetores, buscando diminuir a ocorrência de tais agravos, realizando a vigilância e controle destes; além da identificação de áreas geográficas, segmentos sociais e grupos populacionais de maior risco aos agravos, respeitando a diversidade étnica, racial e cultural da população; realização de ações de educação em saúde, visando a conscientização da comunidade, elaborado de forma interdisciplinar com os demais profissionais do NASF.

Desta forma, a participação do Médico Veterinário torna-se de fundamental importância para a efetivação das ações de saúde no âmbito da atenção básica, considerando a atual tendência da integração com a vigilância em saúde.

Referências

Associação Brasileira de Saúde Pública Veterinária (ABSPV). Ofício n° 62 de 13 de novembro de 2007

Ministério da Saúde. Portaria nº 154. Cria os Núcleos de Apoio à Saúde da Família – NASF, 24 de janeiro de 2008.


OBS: Resumo do trabalho apresentado no IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, realizado no período de 31 de outubro a 04 de novembro de 2009, na cidade de Recife-PE.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

III CONGRESSO NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA VETERINÁRIA E I ENCONTRO INTERNACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA VETERINÁRIA - 25 a a 28 de outubro de 2009–Bonito/MS


A expressão saúde pública veterinária refere-se a definição da OPAS/OMS para esse segmento da atenção à saúde. Tal definição é a base do Programa de Saúde Pública Veterinária que a OPAS/OMS vem propondo aos seus países signatários, abrangendo as múltiplas áreas da Medicina Veterinária. Assim o III Congresso Nacional de Saúde Pública Veterinária e o I Encontro Internacional de Saúde Pública Veterinária, promovidos pela Associação Brasileira de Saúde Pública Veterinária, pretendem congregar prioritariamente, médicos veterinários de saúde pública, estejam eles ligados aos serviços (públicos e privados), ensino ou pesquisa, e outros profissionais de saúde que, por interfaces, com uma temática proposta, atuem nas áreas que se constituem no objeto dos Eventos em pauta. Os congressos abrangerão os mais diversos campos da saúde pública veterinária, tais como: prevenção, vigilância, controle e erradicação de zoonoses e agravos produzidos por animais; controle, higiene e tecnologia de alimentos; inspeção e fiscalização de produtos de origem animal; biotério; laboratório de saúde pública; planejamento, gestão e educação em saúde; ensino em saúde pública de um modo geral, quem atua nos mais diversos segmentos das vigilâncias ambiental, epidemiológica, sanitária e saúde do trabalhador.

Fonte (site do evento): http://www.portalms.com.br/congressos/sites/particular/saudepublica/index.asp